Washington, D.C., 19 de outubro de 2026 – A IFC, membro do Grupo Banco Mundial, anunciou recentemente dois investimentos que somam US$ 301 milhões com a empresa global de energia EDP, para apoiar a geração de energia limpa no México e a modernização da rede elétrica no Brasil. Os dois investimentos vão melhorar o acesso e o fornecimento de eletricidade para cerca de 200 mil pessoas, apoiar a criação de mais de 4.400 empregos no total e reduzir as emissões de carbono em aproximadamente 297 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.
No México, a IFC concedeu um financiamento de US$ 222 milhões para apoiar o desenvolvimento de uma central solar fotovoltaica com 200 MW de capacidade. Este investimento da IFC integra um pacote de financiamento de 444 milhões de dólares destinado a apoiar as operações de energia renovável da EDP a nível global – metade deste financiamento é assegurado pelo Instituto de Credito Oficial (ICO), a instituição financeira pública de Espanha.
No Brasil, a IFC investiu cerca de US$ 79 milhões para ajudar a EDP Espírito Santo, a maior distribuidora de energia elétrica do estado, a modernizar e expandir sua rede elétrica. O investimento vai apoiar serviços de eletricidade mais confiáveis para mais de 1,8 milhão de clientes e foi realizado em conjunto com investidores institucionais locais. Por meio de sua subsidiária no Brasil, a EDP também tem participado ativamente da IFC Future Grids Alliance (Aliança Future Grids da IFC, em português), um programa de assessoria e compartilhamento de conhecimento liderado pela IFC para acelerar investimentos essenciais em modernização e confiabilidade das redes elétricas em mercados emergentes.
"Estes investimentos refletem o compromisso da EDP em acelerar a transição energética, gerando simultaneamente benefícios concretos para as comunidades e as economias locais. Por meio da nossa parceria de longa data com a IFC, estamos ampliando o acesso a energia confiável, acessível e limpa, apoiando a modernização de infraestruturas essenciais e ajudando a criar as condições para o crescimento sustentável e a geração de empregos. Juntos, estamos mobilizando capital onde ele pode gerar o maior impacto, construindo um futuro energético mais resiliente e inclusivo", disse Rui Teixeira, diretor financeiro (CFO) do Grupo EDP.
"As duas recentes transações da IFC com a EDP marcam um passo significativo no aprofundamento de uma parceria estratégica de longo prazo para oferecer soluções energéticas essenciais em meio à demanda global de energia em rápido crescimento", disse Inês Rocha, diretora da divisão da IFC para Europa Ocidental, Europa Central e Oriental, Ucrânia e Moldávia. "Ao combinarmos o financiamento e a expertise global da IFC com a liderança da EDP no setor, estamos ampliando o acesso à energia confiável, que sustenta empregos, produtividade e crescimento econômico para empresas e comunidades."
Os países precisam de energia suficiente para manter suas indústrias, sustentar serviços e competir globalmente. Até 2035, as economias emergentes representarão quase dois terços da demanda global por eletricidade. Para atender a essa demanda, será necessário que o investimento anual em geração de energia nos países em desenvolvimento mais do que dobre, atingindo US$ 630 bilhões — sendo que mais da metade desse montante deverá vir do setor privado. Nos últimos 10 anos, o Grupo Banco Mundial destinou quase US$ 100 bilhões ao setor de energia.
Sobre a IFC
A IFC — membro do Grupo Banco Mundial — é a maior instituição global de desenvolvimento voltada para o setor privado nos mercados emergentes. Trabalhamos em mais de 100 países, usando nosso capital, conhecimentos técnicos e influência para criar mercados e oportunidades nos países em desenvolvimento. No ano fiscal de 2026, a IFC comprometeu um valor recorde de US$ 105 bilhões para empresas privadas e instituições financeiras em países em desenvolvimento, alavancando soluções do setor privado e mobilizando o capital privado para criar um mundo livre da pobreza e um planeta habitável. Para mais informações, visite www.ifc.org.
Sobre a EDP
A EDP é uma líder global no setor de energia, com operações na Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia-Pacífico. O grupo desenvolve sua atividade por meio de quatro plataformas principais – Renewable Generation Assets, Networks, Customer Solutions e Global Energy Management – e conta com o talento de cerca de 12 mil colaboradores em todo o mundo. É um dos maiores produtores de energia do mundo, com um portfólio global diferenciado de ativos eólicos onshore e offshore, solares e hídricos, que totalizam aproximadamente 30 GW de capacidade instalada.
A EDP busca aprimorar continuamente esse portfólio para acelerar o desenvolvimento de tecnologias renováveis, incluindo a hibridização de ativos renováveis, o armazenamento de energia e o hidrogênio verde, ao mesmo tempo em que reforça suas infraestruturas de rede, elemento essencial para a transição energética. A EDP se orgulha de ser uma das empresas de energia mais verdes do mundo, produzindo mais de 90% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis.
Na América do Sul, a EDP atua nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de eletricidade, comercialização de energia, bem como no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares.
Sobre o ICO
O Instituto de Crédito Oficial (ICO) é o banco nacional de fomento da Espanha, vinculado ao Ministério da Economia, Comércio e Empresas. Como instituição financeira pública, o ICO utiliza recursos próprios para financiar tanto pequenas e médias empresas (PMEs) quanto grandes projetos de investimento. Também contribui para o crescimento sustentável ao promover atividades econômicas que, por sua importância social, cultural, inovadora ou ambiental, merecem ser incentivadas e desenvolvidas.
Em 2025, o Grupo ICO aprovou € 10,3 bilhões em operações de financiamento e investimento, um aumento de mais de 13% em relação a 2024. Esse desempenho robusto reforça o papel do ICO como importante catalisador de investimentos, capaz de apoiar projetos estratégicos de longo prazo, complementar o financiamento do setor privado e contribuir para uma economia mais resiliente, competitiva e produtiva.
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