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Um Breve Histórico sobre a IFC e seu Papel nos Mercados Emergentes


Após a Segunda Guerra Mundial, o conceito de que as empresas privadas seriam o combustível para levantar as nações mais pobres era, na melhor das hipóteses, uma idéia secundária para os criadores de instituições Bretton Woods e outras instituições financeiras chave. 

Os planejadores econômicos pós-guerra criaram as Nações Unidas para ajudar a fomentar a estabilidade geopolítica; o Fundo Monetário Internacional para assegurar um regime estável de câmbio de moeda e o Banco Mundial para auxiliar na reconstrução das nações destruídas pela guerra e para desenvolver as nações mais pobres através da concessão de empréstimos para os governos. O Acordo Geral de Tarifas e Comércio (o precursor da Organização Mundial de Comércio) se encarregaria da promoção de um regime de mercado aberto. 

Não foi antes de meados dos anos cinqüenta que investimentos diretos encorajadores no setor privado em nações em desenvolvimento se tornaram um fator principal da agenda econômica pós-guerra. Na esteira dos acontecimentos ocorridos após a famosa agenda “Point Four” (o “Quarto Assunto”) de política externa do presdidente norte-americano Harry Truman (a “Doutrina Truman”[1]), o New York Times de 13 de novembro de 1954 promoveu a necessidade de instituições como a IFC como sendo uma iniciativa extremamente experimental, porém pioneira, o “Quinto Assunto”. Desde a sua criação, menos de dois anos mais tarde, a IFC tem espelhado o crescimento dos mercados emergentes: 

    • Durante os anos sessenta, a IFC lutou para sobreviver, porém lentamente deu início a pequenos investimentos diretos pioneiros, primariamente na indústria pesada (indústria de extração, cimento, papel e fabricação). 
       
    • Durante os anos setenta, a IFC foi a pioneira no uso de empréstimos através de grupos de investimento, empréstimos estes que permitiram que bancos comerciais na Europa e nos Estados Unidos começassem a diversificar suas carteiras de investimento dentro dos mercados emergentes. A Corporação também começou a introduzir novas fontes de capital para empreendimentos em países em desenvolvimento.  
       
    • Durante os anos oitenta, através da criação de fundos de capital de mercados emergentes e de bolsas de ações, bem como a criação do primeiro índice para mercados emergentes, a IFC ajudou a fundar a indústria de investimento em capital nos países em desenvolvimento, cunhando a expressão “mercados emergentes” no processo. Partindo de uma base minúscula, a capitalização de mercados de ações em países em desenvolvimento cresceu atualmente para quase cinco trilhões de dólares, de acordo com a agência de avaliações Standard e Poor.   
       
    • Durante os anos noventa, a IFC liderou a fomentação das empresas que foram privatizadas na ex-União Soviética, bem como o encorajamento de investidores do setor privado a investirem na infra-estrutura de muitas regiões em desenvolvimento, especialmente na América Latina.  
       
    • Nos últimos anos, o papel da IFC ampliou significativamente, de modo a incluir:   
       
      • A emissão de uma gama variada de títulos de câmbio locais que aprofundam os mercados de capital domésticos. Estes títulos ajudam a prover instrumentos a longo prazo para investimento de infra-estrutura.  
         
      • A introdução de derivativos e outros títulos de gerenciamento de risco nos mercados emergentes.  
         
      • A criação de um ponto de referência global para padrões ambientais e sociais nas finanças dos mercados emergentes (os Princípios do Equador), parcerias inovadoras entre os setores público e privado para preservar a biodiversidade, operações financeiras que permitem às empresas dos mercados emergentes a terem um pequeno acesso ao mercado de créditos de carbono, bem como iniciativas que sustentam formas de energia renovável e eficiência de energia.  
         
      • Pesquisa pioneira sobre como melhorar o ambiente de investimentos para pequenos e médios empreendedores nos mercados emergentes, publicado no relatório anual Doing Business (“Fazendo Negócios”).  
         
      • Os investimentos anuais da IFC na África aumentaram 77 por cento nos últimos três anos, para 445 milhões de dólares no ano fiscal de 2005.   
      • Durante o ano fiscal de 2005, os investimentos da IFC em projetos de microfinanças  aumentou para 323 milhões de dólares, representando 69 projetos em 43 países e alcançando 1,2 milhões de clientes em moradias de baixa renda.   
         
      • A IFC tem um papel principal fomentando o desenvolvimento de empresas de pequeno e médio porte através de seus programas globais de assistência técnica. A IFC também foi a pioneira no desenvolvimento de novos métodos para monitoração e avaliação do impacto causado pelo desenvolvimento. 
Hoje a IFC é a maior provedora multilateral de financiamento – empréstimos, patrimônio líquido, gerenciamento de riscos e produtos financeiros estruturados – no mundo em desenvolvimento. A IFC é um laboratório inovador para novas soluções orientadas para o mercado, voltadas para a redução da pobreza e tratando de desafios ambientais e sociais.  

Por favor, sinta-se à vontade em contatar Karina Manasseh na IFC no telefone + (202) 473-1729 para discutir como os eventos, os estudos de caso formais, as pesquisa de política,os padrões e os especialistas em mercados emergentes da IFC podem auxiliar a suprir as informações necessárias para a sua cobertura jornalística deste marco na economia global. Web-site: www.ifc.org

 


[1] A política externa “Point Four” (o “Quarto Assunto”) ou “Doutrina Truman”, foi assim batizada pois era o quarto tópico no discurso inaugural do Presidente Truman. (N. T.)